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Ambientalistas do 'SOS Butia catarinensis' organizam caminhada e abraço sobre as cinzas do “incêndio criminoso” na mata da Ribanceira Meio Ambiente

Ambientalistas do 'SOS Butia catarinensis' organizam caminhada e abraço sobre as cinzas do “incêndio criminoso” na mata da Ribanceira

por Administrador 17-11-2017 há 8 mêses 2278

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Após o recente incêndio em uma área de preservação no bairro Vila Esperança, em Imbituba, ocorrido nesta quinta-feira, 16 de novembro, ambientalistas do movimento SOS Butia catarinensIs organizaram uma manifestação marcada para o próximo domingo, dia 19, às 16h, com ponto de encontro no Tribus Surf Bar, localizado na Estrada Geral da Praia da Ribanceira (Rua João Martins esquina com a Rua Paraíso - Vila Esperança – Imbituba).


A ação que consiste em uma caminhada até o local do incêndio e um abraço simbólico sobre as cinzas da queimada, segundo a organização do movimento, acontece “em virtude da extensa queimada onde muitos frutos queimaram, árvores caíram e o complexo de butiazais e todo seu ecossistema foi fortemente atingido, devastando a bela paisagem da entrada Sul do bairro Vila Esperança (Ribanceira)”.

Através das redes sociais, no link https://www.facebook.com/events/1953276251663428/, os ambientalistas pedem que os interessados em participar do movimento confirmem suas presenças no ato em defesa do meio ambiente.

“Junte-se a nós nessa caminhada, se puder venha de preto para representar o luto pelas queimadas ou venha de branco para representar a vida pela terra”, convidam.

Ao final do abraço haverá uma reunião para encaminhamentos e agenda de ações do SOS Butia catarinenses.

OS INCÊNDIOS

O Incêndio desta quinta-feira, com suspeitas de ter sido criminoso, consumiu seis hectares de mata onde estão localizados os pés de butiá, planta nativa da Mata Atlântica catarinense e que é protegida pela legislação.

Não é o primeiro incêndio na área e as constantes queimadas na praia da Ribanceira e Praia D´Água preocupam os órgãos ambientais e movimentos em defesa do meio ambiente pelo dano causado ao ecossistema como também pela possibilidade de serem criminosos, uma vez que o local está na mira da especulação imobiliária. Sem a vegetação, a área de preservação ficaria desprotegida e podendo ser utilizada para fins comerciais, acreditam.

“Para muitos, essas queimadas ocorrem para descaracterizar a vegetação e o ambiente local, visando interesses particulares, já que a região é considerada uma das mais valorizadas de Imbituba, mesmo ainda intacta”, defende o movimento.

SOS PRAIA D’ÁGUA

O último “incidente”, antes da queimada desta quinta-feira, aconteceu em meados de junho deste ano quando foram consumidas pelo fogo boa parte da vegetação da Praia D’Água. Foi uma das maiores queimadas dos últimos cinco anos.

Logo após aquela queimada, que devastou novamente mais uma porção da área, foi criado um Abaixo Assinado solicitando que os Poderes Públicos constituídos em Imbituba tomassem as devidas providências para a proteção e manutenção do local, desde a praia d'Água até o costão da Praia da Ribanceira.

A área em questão pertencia a antiga CODESC (Companhia de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina), mas estava sob análise da CODISC (Companhia de Distritos Industriais de Santa Catarina), e foi leiloada há alguns anos para empresários, mas algumas matriculas ainda não haviam sido liberadas, por conta de um levantamento que vem sendo realizado pelo Governo do Estado.

Entre as finalidades propostas pelos ambientalistas para a região, há, por parte de moradores, o interesse em que o local seja transformado em uma área protegida, sob os rigores das leis ambientais e que intimidem a destruição permanente de seus mananciais, como a vegetação, a fauna e as diversas nascentes de água que compõem o lugar.

"É preciso lutar pela preservação deste e de outros locais, pois o futuro da cidade de Imbituba não está apenas em indústrias e moradias, mas também nos locais públicos que necessitam de nossa atenção", defendem o grupo formado por moradores e ambientalistas que constantemente acionam a  Prefeitura Municipal de Imbituba, suas secretarias, conselhos e órgãos envolvidos, bem como as instâncias superiores, para que ajudem a tornar o local um ambiente protegido e livre de todos os problemas já elencados.

ESPÉCIES AMEAÇADAS

O local, entre as praias do Porto e Ribanceira, abriga uma rica vegetação endêmica e diversas espécies de plantas e de animais que se auto sustentam e que correm o perigo de serem extintas da região. Entre as espécies ameaçadas estão o Ficus clusiifolia (figueira mata pau), a Campomanesia littoralis (guabiroba-da-praia), a Aechmea lindenii, Plantago catharinea, e o Butiá catarinenses, além de animais, como lagartos, cobras, aranhas, tatus e também aves silvestres e marinhas - que frequentam e coexistem também naquela área. 

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