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Viegas: Vem aí um exército de trabalhadores mal remunerados, extenuados e sem direitos  -  O pastor e o sabão que destrói a família Artigos

Viegas: Vem aí um exército de trabalhadores mal remunerados, extenuados e sem direitos - O pastor e o sabão que destrói a família

# por Viegas Fernandes da Costa 11-11-2017 há 1 mês 755

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Sob o nome de empreendedores veremos se formar um enorme exército de trabalhadores mal remunerados, extenuados e sem direitos

Ontem ouvi de um consultor do SEBRAE, durante uma palestra, que a reforma trabalhista é boa para o empreendedorismo porque fará com que os empresários contratem mais microempreendedores individuais (MEI). Não há mais pudor para o cinismo. A fala do sujeito expressa o que já sabemos. A tal reforma trabalhista é o canto da sereia. 

Sob o nome de empreendedores veremos se formar um enorme exército de trabalhadores mal remunerados, entregando-se a cargas extenuantes de atividade laboral e sem qualquer direito garantido, exceto o de ser explorado pelo menor custo ao empresário. Isto não é empreendedorismo, mas apologia à servidão. 

A classe operária vai ao paraíso, prometem. Seja dono do seu próprio negócio, repetem. Mas teu negócio será continuar vendendo teu tempo de vida, com a diferença de que libertarás o patrão dos encargos trabalhistas que assumirás para ti. 

Os jovens estudantes sentados na plateia ouviam atentos à penhora do seu futuro. Em um país que voltou a queimar bruxas, não duvido que ainda legalizemos a servidão nos moldes do czarismo russo.


“O Brasil precisa cortar na carne” 

O Brasil precisa cortar na carne. Sim claro, na carne mole e fraca. Na carne dos pobres e dos velhos. Na carne daqueles que caem doentes. Na carne dos negros. Na carne daqueles que trabalham.
Porque cortar na carne daqueles que acumulam fortunas, daqueles que sonegam impostos, daqueles que exploram a carne mais fraca, daqueles que prometem à carne a felicidade no além, não pode.
Não tem dinheiro para a faculdade? Vai trabalhar!
Não tem médico no SUS? Paga plano de saúde!
Não tem aposentadoria? Contrata previdência complementar!

Puxaram a descarga nesta pátria privada! 
Tradição, família, propriedade (o moderno que nasce velho).
Ordem e progresso, a lógica da máquina, da sociedade mecânica, da hierarquia militar.


Os açorianos de ontem, são os haitianos de hoje

"Não contratamos haitianos", escutou da boca do comerciante. Garopaba, segunda-feira. Ele negro, brasileiro, filho do navio negreiro, busca emprego. Na velha armação baleeira, os gritos dos escravos ainda compõem a paisagem, e o Centro Histórico vai expulsando gente. 
Quem me conta é sua esposa. Ela ama a cidade, e por isso a dor nas suas palavras verte multiplicada. Não é haitiano, mas tem a pele negra. A pele negra dos brasileiros na vila dos pescadores que morrem em silêncio. 
Os açorianos de ontem, são os haitianos de hoje; aqueles, entretanto, desejados, já estes repelidos. E o paraíso... este também tem sua face de vergonha.


Rápidas

1 - Certo vereador de Itajaí (SC) sobe à tribuna para acusar a publicidade de uma marca de sabão em pó de contribuir para a destruição da família brasileira. O "crime" da propaganda de sabão em pó foi ter dito que não existe brincadeira de menino e de menina, mas brincadeira de criança.
O vereador é também pastor.
Pastor!
Um sujeito que não tem capacidade intelectual para interpretar uma propaganda de televisão, como interpreta a Bíblia?

2 - Em Lages (SC), uma rede de ensino suspende aluna. Motivo: a estudante questionou em rede social material educativo no qual se afirmava que na escola não se aprende sobre sexo, ideologia de gênero, comunismo etc. Uma escola que forma para o passado, jamais para o futuro, por certo!

3 - Em Blumenau (SC), governo estadual impõe escola militar, cuja matrícula priorizará filhos de militares. Para que isto seja possível, secretário estadual de educação (que é engenheiro eletricista) anunciou o fechamento de uma escola pública civil que atende democraticamente os filhos dos blumenauenses.

4 - No Congresso Nacional dos Ratos e Raposas, relativiza-se o trabalho escravo no Brasil. Mas isto não é importante.

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